Começou no dia 29 de Outubro a nova campanha “Quer software? Peça licença”. Para a Assoft esta é mais uma tentativa de combate à utilização ilegal de software, através da difusão de informação por múltiplos canais.
A campanha implicou um investimento de 200 mil euros e inclui a emissão de um anúncio de rádio, de um filme num canal de TV, a disponibilização de conteúdos escritos nos sites mais visitados no país, e ainda o envio de cartas a destinatários específicos predefinidos.
Esta iniciativa por parte da associação visa consciencializar principalmente as empresas de que a utilização de software ilegal é crime e que por isso pode levar a prisão até três anos. A associação realizou uma campanha na mesma linha o ano passado, tendo conseguido uma diminuição da taxa de pirataria em cerca de 2%. No entanto, o passar do tempo inviabilizou esta diminuição, na medida em que a taxa voltou a aumentar na ordem dos 5%. Actualmente Portugal conta com uma taxa de 53% de pirataria nas aplicações de software. Os valores tomam outras proporções quando comparados com os valores de Espanha: o país vizinho tem dimensões cinco vezes superiores às portuguesas e conta com uma taxa de 46%.
Face a esta realidade, a Assoft considera que é o momento oportuno para o lançamento de uma nova campanha, cujo slogan é “Quer software? Peça licença.” E que terá uma duração de cerca de três semanas a um mês.
Os destinatários específicos a quem serão enviadas as comunicações por carta, são empresas que já foram alvo de denúncias no site da Assoft, e que a associação já fez questão de verificar. “Nós sabemos quais as empresas que actualmente usam software pirata, e vamos fazer-lhes um pequeno aviso. Se mesmo assim não decidirem regularizar a sua situação, a Assoft irá então contactar a Policia Judiciária, a ASAE ou o IGAC”, assegurou Manuel Cerqueira, presidente da associação. Adiantou ainda que as três entidades com quem colabora estão a fazer um óptimo trabalho no combate á utilização ilegal de software.
No entanto, apontou, o trabalho dos tribunais não tem sido suficiente para dar seguimento aos casos. De acordo com Manuel Cerqueira, a partir do momento em que é aberto um caso jurídico até ao julgamento passam em média cerca de quatro anos. O principal efeito é a diminuição da crença na justiça, que se pode verificar depois na diminuição de denúncias. Além disso o presidente da Assoft lembrou ainda a falta de formação dos magistrados e juízes.
Ao contrário do que se passa com a PJ, a quem a Assoft dá regularmente formações, o CEJ (Centro de Estudos Jurídicos) não tem mostrado qualquer disponibilidade para ter formações em relação ao crime informático.
In, http://www.computerworld.com.pt/
Mais informações sobre a campanha ASSOFT clique aqui http://www.cavalodetroia.net/sobre_campanha.aspx |